Logo, logo, também posto a biografia da Giovanna para vocês!
Animais fabulosos
A natureza era primitivamente desconhecida e aterradora para o homem. O pavor, a expectativa e a ameaça de perigo exacerbavam a imaginação levando o homem a criar estranhas figuras de animais fabulosos juntamente com lendas, mitos e superstições diversas. Estas criações mentais tinham o cunho e o caráter local. Variavam se o povo era marítimo ou mediterrâneo, se mais ou menos evoluído. Durante as idades antiga e medieval eram inúmeras as histórias de animais fabulosos, tão horríveis quanto raros, que adquiriam foros de realidade, cada vez que algum artista desenhava ou pintava a imagem do ser fantástico. Velhos marujos asseveravam ter visto enormes serpentes do mar, devoradoras de homens, com mais de 60 m de comprimento. Acreditava-se que vagavam pelos mares atraentes sereias de longas cabeleiras verdes e lustrosas caudas com escamas, seduzindo os navegantes para perdê-los.Contavam alguns viajantes ter visto unicórnios em países remotos. Tinham corpo de cavalos, patas traseiras de gazela, rabo de leão e barbas de bode, e da testa saía-lhes um chifre comprido e retorcido. O chifre tinha a virtude mágica de descobrir a presença de venenos, motivo por que eram procurados com afinco para serem usados como copos ou taças. Entre os monstros contavam-se, também, os grifos, entre singulares, metade leão, metade águia, e os basiliscos, serpentes peçonhentas capazes de causar a morte com o seu silvo. Supunha-se que nasciam de ovos postos por galos e chocados por sapos. Os gregos falavam de centauros, criaturas metade homem, metade cavalo. Acreditava-se na existência de dragões, enormes serpentes aladas que vomitavam fogo. As esfinges tinham corpo de leão, asas de ave, cabeça e peito de mulher.
O nosso meio tropical determinou a criação, como reflexo da nossa ecologia, de vários seres fabulosos: havia diversos anhangas que tomavam forma de animais, como o suaçu-anhanga que era um veado de cor vermelha, chifres cobertos de pelo, olhar de fogo. Havia o boitatá, terrível cobra de fogo, habitante noturno de praias e margens de rios, o Ipupiara, homem marinho, inimigo de pescadores e navegantes, versão brasileira da sereia.
O saci-pereré, o lobisomem, a mula-sem-cabeça e outros seres fantásticos ainda continuam presentes nas crendices do nosso interior. A sobrevivência destes seres fabulosos se prolonga ainda nas artes, nos brasões, nos escudos d'armas, em moedas, etc.

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